Geologia e Recursos Minerais

As formações rochosas mais antigas de Camarões datam do período Arqueano. Elas incluem granito, tonalito, granulitas e formações ferrosas. Esses blocos de rochas passaram por transformações mineralógicas e tectônicas que resultaram em uma crosta primitiva.
As unidades Paleoproterozóicas e Arqueanas formam um bloco continental estável, o cráton ou complexo de Ntem, que é considerado como a base das formações Pan-Africanas. As formações Neoproterozóicas resultaram do movimento tectônico geral que elevou Gondwana (o ancestral dos continentes atuais), o qual começou cerca de 800 milhões de anos atrás. As formações Paleozóicas são exemplificadas por pequenas depressões nas bordas de falhas, como por exemplo nos grupos Mangbai, Balché, Noukla e Nigba e provavelmente a série Dja do cráton, logo no início da massa rochosa.
As formações Cretáceas localizam-se nas bacias costeiras do Golfo da Guiné (Península de Bakassi) e nas bacias inferiores do Benue, Mamfe, Mayo Rey etc. Essas bacias possuem petróleo, e contêm evidências de outras substâncias economicamente interessantes: sais como fosfatos, sulfatos, cloretos, calcário e gesso; minerais como a vivianita; e sítios contendo fósseis de dinossauros, madeira e vários outros animais e plantas, formados quando a Gondwana se dividiu onde hoje fica o Golfo da Guiné.

Complexos plutônicos e vulcânicos terciários formam duas entidades petrográficas e cronológicas distintas, pertencentes a uma estrutura tectônica diferente de qualquer outra no mundo, a Linha Vulcânica de Camarões, que é um alinhamento NE-SO de cerca de sessenta maciços e edificações vulcânicas intrusivos, que se estende desde o domínio do oceano até bem dentro do território camaronês. Depósitos quaternários e recentes resultaram de uma ativa erosão continental nos planaltos, onde os deslizamentos de terra são frequentes.
Camarões possui uma série de sítios com significativo potencial de mineração, com depósitos classe A de cobalto e níquel em Kongo (160.000 toneladas), rutilo em Akonolinga (2.6 milhões de toneladas)e nefelina em Eboundja (800 milhões de toneladas); depósitos classe B, como por exemplo ferro nas Mamelles (330 milhões de toneladas); e depósitos classe C, como por exemplo wolframita em Ngoutchoumi (4.500 toneladas) e urânio em Goblé-Kitongo (2.200 toneladas). Há uma intensa exploração de determinados recursos minerais (por ex. hidrocarbonetos, ouro e diamantes), tanto em nível industrial quanto artesanal. A extração de outros minerais ainda se encontra na etapa de planejamento (níquel e cobalto, ferro, rutilo, bauxita, etc.). Camarões como um todo possui depósitos minerais substanciais, mas requer melhorias na infra-estrutura (mapas geológicos, estradas e fornecimento de energia) para explorá-los.